Meter a moeda

Há pessoas a quem pura e simplesmente é insuportável a ideia de viver sem música. Para qualquer lado que vão precisam da carícia de um som nas suas trompas de eustáquio que lhes faça bater o pé e abanar a cabeça descompassadamente. Para isso, na impossibilidade de se fazerem acompanhar constantemente por uma orquestra sinfónica, a tecnologia inventou-lhes a música enlatada. Hoje em dia um leitor de MP3 pesa alguns gramas apenas e ocupa um espaço mínimo mas nem sempre foi assim. Houve tempos em que as máquinas que nos davam música eram enormes e pesadas e para a ouvir era preciso pagar - meter a moeda!
Quando se fala em meter a moeda muitos de vocês visualizam uma daquelas máquinas de aspecto tosco que dão bebidas ou sandes. Mas as Jukebox eram lindas! Tinham um design estiloso, psicadélico e futurista... Metia-se a moedinha e carregava-se num botão do painel com o nome da música escolhida. Depois ocorria uma cena verdadeiramente deslumbrante por trás do envidraçado: um dispositivo articulado sacava um disco de vinil do seu lugar na fila e colocava-o no prato de um gira-discos, onde descia de imediato um braço de baquelite com uma agulha que arrancava todos os sons contidos nas espiras do vinil. Pura magia!
As Jukebox fizeram furor em meados do século passado quando havia uma com os maiores êxitos do Swing e do Rock n' Roll - sobretudo este último - em tudo o que era bar, café, etc. As primeiras máquinas apareceram nos EUA ainda nos anos '30 e tinham uma capacidade de cerca de 20 discos de 78 RPM (os mesmos que se usavam nos gramofones). Mais tarde a marca Seeburg introduziu os discos de 45 RPM ao mesmo tempo que aumentava a capacidade dos seus aparelhos (as maiores levavam cerca de 200 discos). A Wurlitzer e a Rock-Ola disputavam-lhe o mercado da música enlatada.
Alguns exemplares escolhidos para regalar os olhos...




