Samir Mesquita é um curitibano que se define como alguém de poucas palavras; talvez seja por esta característica que possa transitar com com tanta desenvoltura pelo mundo dos microcontos.
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Definir o que seria um microconto não é muito fácil; embora encontrando consenso entre os escritores e especialistas das Letras de todo mundo, de que são prosas curtíssimas que se valem apenas de poucas palavras para começarem a existir. Porém eles acabam esbarrando em alguns preceitos da poética e mesmo da prosa, se não esbarrando, misturando-se a eles. Um exemplo disso é que, eventualmente, pequenos contos são confundidos com os famosos haikais, textos poéticos cujo formato é sempre conciso e objetivo.
Mas, discussões à parte, o que todos concordam é que a difícil arte de contar histórias usando pouco mais ou pouco menos de cinqüenta palavras é algo que Samir Mesquita faz bem. Nascido em Curitiba, cidade sulista brasileira, mas que vivendo hoje em São Paulo, o escritor lançou recentemente o seu livro “Dois Palitos” onde rapidíssimas e impactantes histórias nos apresentam bêbados, suicidas, divórcios, mulheres da vida e algum amargor.
E, no estilo do autor, “Dois Palitos” é também um livro micro porque os contos vêm empilhados dentro de uma simpática caixinha de fósforos (que inclusive funciona). Para comprar o livreto e conhecer o microblog de Samir Mesquita, é só visitar a página do autor onde também estão disponíveis contos rápidos numa apresentação bastante interessante. Alguns deles você pode conferir logo aqui abaixo.







Comentários
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william
É maravilhoso ver uma forma tão original de se levar esta arte às todos. Poucas palavras, grandes conceitos!
Tiago Moralles
Grande Samir, um cara de grandes idéias e pequenas formas de expressá-las.
Parceiro de microcontos, um microabraço.
wave
A propósito de fósforos, recordo aquele sábio aforismo: «o amor é como o fósforo: só dura enquanto há...»
Luís
Pau? :D
r4f4
Muito bom, fiquei impressionado com a capacidade de sintetizar histórias dele... Muito atual.!
Mario
Muito original!
Rafael Coelho
Com certeza, nesse mundo de condensar linguagem, a narrativa do conto ser aproxima muito dos poemas sincopados (haicais só são famosos, estrelas pops, mas há gêneros e gêneros assim na literatura, vide o soneto...). Mas radicalizar ao ponto (ou ao fósforo) de dizer que um conto cabe numa dessas caixinhas é uma tremenda experiência mesmo.
PARABÉNS PELA APRESENTAÇÃO.
Rose de Castro
Adorei. Criatividade à flor da pele. Como é delicioso ver como somos capazes de inventar tudo. Parabéns ao autor!
? Edgar Borges
Que legal.sou fascinado por microcontos e as possibilidades de redefinir a questão da publicação de livros.
parabéns ao autor pela obra e ao Obvius pela divulgação.
Edgar
www.edgab.blogspot.com
cleziano mendes
Bacana e criativo essa de microcontos, o interessante é que ao ler o microconto algo fica reverberando na mente do leitor que é o bom da literatura olha esse: Ménage à Trois
- Tira essa mão daí.
- Não é minha.
De quem era a mão, onde estava essa? Se alguém souber por favor diz tô curioso óh.
cleziano mendes
Bacana e criativo essa de microcontos, esse instiga a participação do leitor, apesar da brevidade é muito rico acho isso legal. Só não vou inventar de escrever também por que sei que sou um subliterato óh!
Tadica
Adorei. Quero adquirir onde posso comprar?
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