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Silvia Machete: música, circo e despudor

publicado em musica por | 10 comentários

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Em 2007, quando foi ao ultrapopularesco programa da Hebe Camargo lançar seu album de estréia, arrancou da apresentadora o seguinte comentário: ela assobia e chupa cana. Desde então, nenhuma frase pôde definir melhor o trabalho dessa carioca que sobe aos palcos e canta, assobia, toca violão, rebola o bambolê, fuma um baseado e toma um drink.

As raízes de Silvia Machete estão no circo; desde cedo dedicou-se aos ofícios de trapezista e malabarista e rodou por mais de 30 países mostrando o que sabia fazer num picadeiro, e não era pouco. Faz sete anos que a artista resolveu dar uma parada nas piruetas para se envolver em uma coisa diferente, que era a música e, para isso, resolveu ir morar no East Village, bairro boémio Nova Iorquino. O endereço continua sendo aquele lá até hoje.

Explorando a sonoridade malemolente do Samba e da Bossa Nova, somados à uma pegada no rock e no bolero, Silvia Machete é considerada uma das mais felizes revelações da MPB atual embora apenas lembrando as outras divas dessa geração como Nina Becker, Céu e Roberta Sá: ela prefere uma subversão, uma perversão e os delírios performáticos.

Misturando seu talento circense, a voz hipnótica, a bela falta de pudor e os ares de atriz, Silvia se torna uma artista muitíssimo original, não se parece com ninguém e impede qualquer tipo de classificação como há tempos não se via.

No acompanhamento do seu talento, estão os músicos da Orquestra Imperial Rodrigo Bartolo (baixo), Rubinho Jacobina (piano), Nelson Jacobina (guitarra), Stephane San Juan (percussão) e Domenico Lancellotti (bateria), mais o trompetista Thiago Charbomez; juntos, recriam um fino ambiente que traz à luz da bossa eletrônica clássicos de Cely Campello, Erasmo Carlos, Cindy Lauper e Gun'n Roses. Também compõe; é dela a arrependida canção “Toda bêbada canta”.

Lembrando que Silvia Machete ainda está no primeiro disco. No “Bomb of Love – música safada para corações românticos” é que pode ser encontrada a canção “Pé”, já virado em clássico pela performance da moça que, exibindo um arranjo em forma de pombo nos cabelos, gira um bambolê por todo corpo enquanto aperta e fuma um baseado (de orégano). O vídeo é tão imperdível como a música dessa nova dama da MPB


prill
Sobre a autora: priscilla santos é adoradora de cervejas e colabora com o obvious. Saiba como fazer parte da obvious.

Comentários

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RodrigoSS

de óregano, seeeei...¬¬
hahahaha

muito bom o som dela! curti mesmo!

Edson

É o que há de novo nestas bandas. Show só no gogó é bom, mas com baseadolê mió dimais... Grande figura, excelente artista. Não basta bambolear, tem que ter a presença de palco que ela tem. Showzaço!

adriane

pô vei gostei é massa eu ouvi e reamente isso é que é som

orégano, sei[2]

hahahahaah

Mah

Artista novo pra chamar a atenção no Brasil só assim mesmo... a música fica em segundo plano, frente às reboladas com bambolê e baseadinho da moça. Sem contar que ganha status porque mora em nú-iorc.

Eu devo estar mesmo alienada e ela, certa né... o público adora essa desvirtuação-mistureba-fajuta.

Cesar

"desvirtuação"? E como é, você está errada e ela certa? Está indignada com o quê, "Mah"?

Isto daí é o ser humano, é o que nós somos, o que nós nos tornamos. Quer dizer, se tivermos coragem. A reboladinha que a menina está dando com os bambolês não tem nada a ver com o chacoalhar de quadris que se faz nos morros, nos bailes de fânque, é mais um malabarismo, uma demonstração que a moça realmente é capaz de assobiar e chupar cana ao mesmo tempo.

Mas voltando ao ponto, a galeria de tipos humanos é fantástica, e este blog tem sido uma belíssima janela, onde desfila gente como a moça da reportagem, e mais gente, gente fantástica e gente comum, gente de tudo que é tipo.

Se eu fosse curador de um zoológico cósmico, e quisesse levar um exemplar representativo da raça humana, eu teria sérios problemas para escolher...

E para vocês, o que é a raça humana? O que é o ser humano, o homem/mulher? No que se tornou o macaco pelado que conquistou todo o planeta? O que ele é?

celso

mulher arretada e disposta!!!

mila

isso é que é não perder o rebolado... bom demais

Michele Prado

Adoro Silvia Machete, mas na verdade ela já lançou seu terceiro disco, Extravaganza. O primeiro foi o EP Bomb Of Love e o segundo, gravado ao vivo.
Bjs

Olá, Michele!
Este artigo foi escrito em novembro de 2008, ou seja, antes do lançamento do Extravaganza. E ela Silvia é linda demais, né? Obrigada por comentar!

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